Ortopedista do CREB revela os mitos e das verdades da relação entre o sutiã e a dor nas costas
Ortopedista do CREB revela os mitos e das verdades da relação entre o sutiã e a dor nas costas
É verdade que o uso de sutiã pode prevenir problemas na coluna? Ele pode melhorar a postura da mulher, como muita gente acredita que sim? “Um dos mitos mais comuns é a ideia de que o sutiã certo pode realmente melhorar sua postura ou prevenir dores nas costas. Usar sutiã não evita dores nas costas nem melhora a postura de uma mulher Os benefícios de usar um sutiã são simplesmente estéticos”, garante o ortopedista Márcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo
E quando um sutiã está mal ajustado no corpo da mulher? Isso pode causar dor nas costas? “Mulheres que apresentam hipertrofia mamária, ou seja, aumento das mamas, sofrem dores na coluna dorsal e no pescoço. Algumas mulheres encontram marcas na pele causadas pela alça do sutiã e atribuem a esse fato a dor que sentem. Na verdade, a dor ocorre, mas na verdade por causa do peso do tecido mamário que sobrecarrega a coluna vertebral”, revela ele.
Segundo o ortopedista do CREB, para prevenir a dor na coluna associada a hipertrofia mamária é necessário fortalecer a musculatura da coluna vertebral. Ele afirma que uma ótima opção de tratamento é o RPG, disponível na clínica. O Dr. Márcio é enfático: independente dos mitos e das verdades, ao menor sinal de dor na coluna, é preciso procurar um especialista para avaliação do quadro e prescrição do tratamento correto.
Atividade física é fundamental na terceira idade
O Brasil está envelhecendo. Segundo o IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – o país conta, hoje, com uma população de aproximadamente 21 milhões de pessoas com mais de 60 anos. Esse número irá pular para 30 milhões, segundo o órgão, até 2025, o que representará nada menos do que 13% da população brasileira. Tais estatísticas ganham ainda mais importância quando se somam a estatítica da Organização Mundial da Saúde – OMS – garantindo que cerca de 5 a 10% da população com idade acima de 60 anos sofre algum tipo de acidente doméstico grave.
Segundo Eduardo Sadigurschi, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – o crescimento da população de terceira idade no país trouxe consigo a discussão sobre qualidade de vida nesta fase. “Percebemos no país um aumento da conscientização, por exemplo, da necessidade de uma alimentação adequada e da prática de exercício físico regular na terceira idade. Isso é essencial, porque nessa fase da vida os músculos ficam mais frágeis, assim como os ossos, e as quedas são comuns e podem ser fatais. Uma pessoa sedentária de 60 anos tem uma considerável redução da força nos membros inferiores, com diminuição da velocidade do andar e perda de equilíbrio, o que aumenta a incidência de quedas e fraturas. A prática de exercício físico deve ser regular, porém supervisionada por um médico especialista. Com certeza, o exercício regular pode reverter essa perda de força e irá ajudar a proteger o idoso de acidentes no dia a dia”, explica o Dr. Eduardo Sadigurschi.
Segundo o médico do CREB, a falta de condicionamento físico compromete atividades simples e prazerosas do dia a dia, como se vestir, ir na rua para comprar um jornal ou mesmo brincar com os netos. “Os exercícios de flexibilidade e o treinamento de força são fundamentais para melhorar a sustentação muscular, o amortecimento de impactos e para reduzir acidentes e lesões degenerativas do aparelho locomotor de uma pessoa da terceira idade. Além disso, reforça o equilíbrio e tem efeito direto na autoconfiança. A melhora da força e da massa muscular é também importante na prevenção e tratamento de distúrbios como a osteoporose, obesidade e o diabetes”, ensina ele.
Fisioterapia combate dores articulares da Chikungunya
Fisioterapia combate dores articulares da Chikungunya
“Após dois meses de início da chikungunya, pacientes podem manifestar um quadro de artrite, o que tem sido observado pelos médicos que atendem pessoas acometidas pela doença, que reclamam, mesmo após a fase aguda da chikungunya, de dificuldades para andar e inflamação das juntas das mãos e pés, por exemplo. A doença pode funcionar como um gatilho no sistema imunológico. Isso justificaria o quadro inflamatório nas articulações e a baixa resposta aos analgésicos”.
A afirmação é do Dr. Haim Maleh, professor de reumatologia da UFF – Universidade Federal Fluminense, e Reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. Segundo ele, é bem comum pacientes acometidos pela chikungunya sentirem dores intensas nas articulações dos membros superiores e inferiores extremamente incapacitantes, com presença de emeda e sensação de dormência nas extremidades. Além disso, uma das características da doença é a persistência da dor articular.
O médico do CREB diz que mais de 90% dos pacientes no início da doença têm febre de início repentino, fadiga, cefaleia e, finalmente, dores nas articulações das mãos, punhos, joelhos e tornozelos. “A dor nas articulações pode ser intensa e altera a qualidade de vida do paciente. A fisioterapia, junto com a medicação, é fundamental nesse caso”, afirma. “Por conta das dores, que geralmente se manifestam em variadas articulações, orientamos o paciente a utilização da fisioterapia, que tem recursos para melhorar esse quadro. A utilização da fisioterapia é muito importante nesse momento, porque ela combate e alivia a dor”, conclui o Dr. Haim.
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